O que aconteceu com o Blog?

Ficou parado, esquecido, triste…  mas você pode continuar lendo algumas das minhas filosofias em: http://www.mudomude.blogspot.com/

 

 

 

 

 

 

 

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Por que voltar a blogar?

Hoje vi um filme que me fez pensar no famoso “e se”. Daí eu pensei… e se eu voltasse a escrever no blog?

Então resolvi voltar a escrever, muitas coisas mudaram em mim desde o dia em que criei este blog e desde meu último post, já li vários livros, fiz algumas viagens, assumi novos desafios e recomeçar é sempre bom.

“I start with the premise that the function of leadership is to produce more leaders, not more followers.” Ralph Nader

Aloha e ;-*kas

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Muito tempo sem escrever… muita coisa aconteceu

Como todos sabem eu acho que nada nessa vida acontece por acaso, por isso tudo que vivenciamos é um aprendizado. Por isso aprendo desde 31 de Outubro de 2009, meu último post, até hoje 21 de Março de 2010. Agora marco um começo da minha volta aqui no blog e quero compartilhar com vocês um vídeo que fiz da minha viagem, que também mostra um pouco do que é ser um membro da AIESEC. Hoje eu sou outra pessoa, a cada dia sou uma nova pessoa… mas minha trajetória na AIESEC e fora dela ficam para os próximos posts.

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A biblioteca de Alexandria

Confesso que a Biblioteca de Alexandria é uma das beldades arquitetônicas (se é que esse termos existe) da cidade de Alexandria. É muito verdade que não é muito difícil construir algo que chame atenção por aqui, afinal um dos únicos prédios conservados da cidade é o da polícia e não tem nada de estraordinário. Enfim, voltando para a biblioteca, ela é famosa por vários motivos e os principais são: a antiga biblioteca, maior do mundo até a Idade Média quando foi totalmente (ou quase totalmente) destruída por um incêndio; e, a nova e atual, construída no lugar da antiga, levou 7 anos para ficar pronta, com um gasto de cerca de 200 milhões de euros e projetada por uma firma de arquitetos noruegueses (bem que desconfiei, ficava pensando… como eles construíram essa biblioteca e os prédios são assim? Pergunta respondida).

A biblioteca é… uma biblioteca e o mais legal são que os estudantes entram e saem o tempo todo e se misturam aos turistas que aproveitam algumas exposições. É um pouco complicado no começo entender que lado da biblioteca você deve ir para pegar o elevador que te levará para o andar do livro que você procura, mas você acostuma-se rapidamente, pelo menos para achar livros que tem indicações em inglês. Não tem muito o que falar, seguem as fotos então…

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Guiza e suas pirâmides

Guiza e suas Pirâmides

Falar ou pensar no Egito é pensar na história, em uma país berço da civilização, que se localiza no norte da África e inclui e península do Sinai que se fica na Ásia, é pensar em templos, reis, faraós, deserto, camelos e monumentos históricos fabulosos. O fato é que ninguém no mundo nega o fascínio exercido pelas construções milenares que por aqui se encontram. E é na maior cidade da África e do Oriente médio, capital do Egito, que se encontram as maiores e de fato impressionantes pirâmides de Guiza.

As três horas de viagem de Alexandria para Cairo não são nada se comparado ao tempo que você leva para chegar até as pirâmides. O acesso é difícil? Muito pelo contrário o problema é saber se locomover em Cairo. Sem sinalização você se move no bom e velho modo “quem tem boca vai a Roma” e esse é seu único meio de direção, mas o importante é que você chega, demora mas chega. E no meio daquela cidade populosa, sem sinalização e em meio a tanta poeira, você as enxerga e o pensamento é unicamente: vale a pena.

Guiza é uma cidade em Cairo que fica na margem oeste do rio Nilo e abriga principalmente as três grandes pirâmides construídas como tumbas reais para os reis Kufu (ou Quéops), Quéfren, e Menkaure (ou Miquerinos) – pai, filho e neto. A maior delas (a de Kufu) tem 160 metros de altura e foi construída em 2550 a.C. Elas não são fabulosas apenas por ocuparem a primeira posição entre as 7 marivilhas do mundo antigo, nem por terem sido a maior estrutura feita pelo homem até 1900 quando foi construída a Torre Eiffel, mas simplesmente pelo que são, pelo que representam.

As pirâmides levaram mais de 20 anos para serem construídas, no complexo de Guiza além das 3 grandes pirâmides existem 6 pirâmides menores das rainhas, a Esfinge e templos funerários compondo a “cidade para os mortos”. Confesso que existe um choque entre a cidade e as pirâmides, principalmente porque as pirâmides impressionam, as pessoas tem orgulho das construções ,e os prédios pelo fato de não serem nada conservados dão a impressão de que o Egito parou no tempo. Mas quem para no tempo é você que não consegue desgrudar os olhos daquelas estruturas de pedra indescritíveis que estão a sua frente. Uma visita ao Egito é incompleta sem uma visita a Guiza e suas pirâmides.

Seguem as fotos para quem interessar, o vento estava forte, andar de camelo e de cavalo em meio ao deserto e contornando as pirâmides é surreal e bem, sempre tem que ter as fotos mico. Enjoy here.

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Siwa, existe vida no deserto

Comentei no último post que após o Ramadã existe um feriado de 3 dias, relembrando… a grande festa pós Ramadã onde as pessoas usam suas roupas novas, rezam e festejam. Nós trainees de outra religião aproveitamos os 3 dias de folga para… viajar!!! Então partimos em 19 pessoas de 11 países diferentes rumo a Siwa. As nossas expectativas: aproveitar o feriado e curtir o sol.

Sinceramente, poderia passar horas falando como foi conhecer 15 pessoas, aproveitar uma viagem dessas e descrever com palavras a sensação que você tem quando se depara com as peculiaridades dos lugares aqui. Mas o fato é que é impossível transcrever tudo que eu vi e presenciei, acho que é uma experiência que todos deveriam tentar passar. As vezes parece que você está em um daqueles filmes do escorpião rei ou o retorno da múmia, você nunca sabe de onde veio, para onde vai e onde acaba a areia. Então chega de falar e vamos colocar as fotos que é melhor…

Pegando a Estrada Rumo a Siwa

Pegando a Estrada Rumo a Siwa

Foram mais de 10 horas de viagem, boa parte do tempo de noite, mas assim que o sol aparece percebemos que estamos indo para um lugar que por si só já é no meio do nada.

Chegando em Siwa

Chegando em Siwa

A cidade é bem pequena, acho que não soma 10 quarteirões (talvez tenha exagerado um pouco), eles praticamente sobrevivem do turismo e da venda de artigos feitos a mão e plantação de dates (é um fruto). Uma das coisas que chamam atenção na cidade são as construções nas montanhas que tem mais de mil anos. No primeiro dia fomos ver alguns lagos naturais e passar algum tempo conhecendo a cidadezinha.

A galera!

A galera!

Ver o por do sol em um dos lagos, precisa descrever?

Ver o por do sol em um dos lagos, precisa descrever?

Anoitece, conhecemos as montanhas e nos preparamos para encarar o deserto

Anoitece, conhecemos as montanhas e nos preparamos para encarar o deserto

Acordamos animados, estamos a meia hora do deserto!

Acordamos animados, estamos a meia hora do deserto!

Mas nada como enfrentar as dunas dentro de um jipe (as vezes vc acha que elas são um pouco grandes, mas só aumenta a emoção)

Mas nada como enfrentar as dunas dentro de um jipe (as vezes vc acha que elas são um pouco grandes, mas só aumenta a emoção)

Daí tem momentos que a tração 4X4 não funciona...

Tem momentos que a tração 4X4 não funciona...

Daí você tem que apreciar a vista e curtir o sol, difícil não?

Daí você tem que apreciar a vista e curtir o sol, difícil não?

Mas o que este deserto esconde além de formações rochosas milenares?

Mas o que este deserto esconde além de formações rochosas milenares?

Bem, nada de mais.. só um lago de água doce com peixes esperando você para dar um mergulho...

Bem, nada de mais.. só um lago de água doce com peixes esperando você para dar um mergulho...

Seguimos no deserto para ver o sol se por e passamos rapidamente por um mini lago (tbm no meio do deserto) só que de água quente. E como a claridade já era pouca, não nos demoramos para achar o lugar propício e montar o acampamento. Além de jantar, passaríamos a noite em sacos de dormir junto a áreia e ao Céu estrelado.

O Piquenique no lago para o almoço foi bom... mas o jantar: melhor frango que comi aqui no Egito

O Piquenique no lago para o almoço foi bom... mas o jantar: melhor frango que comi aqui no Egito

E acampar é divertido, principalmente com boas companhias!!!

E acampar é divertido, principalmente com boas companhias!!!

A noite foi boa, acordamos com o nascer do sol. Passamos rapidamente para um mergulho no “Hot Spring”, uma espécie de mini piscina com água quente natural. Voltamos para o Hotel (banho era super necessário), partimos para Marsa Matrouh, uma cidade pequena com um mar incrível em tonalidades diferentes, lugar onde a Cleopatra ia. Em seguida pegamos a estrada para casa, mas antes demos uma paradinha no cemitério/memorial dos soldados Italianos que morreram na segunda guerra.

O nascer do Sol no Deserto

O nascer do Sol no Deserto

Em Marsa Matrouh

Em Marsa Matrouh

O cemitério

O memorial

No fim, uma experiência sem palavras...

No fim, uma experiência sem palavras...

Consegui juntar algumas fotos de Facebooks alheios e coloquei aqui, para quem quiser ver mais um pouquinho de deserto…

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Desvendando o Ramadã

O Ramadã acontece uma vez por ano, sempre no nono mês do calendário Islâmico (nada mais é do que um calendário lunar, com 12 meses de 29 ou 30 dias somando 354 dias), mas o que necessariamente é o Ramadã?

Resumidamente o mês do Ramadã foi o mês em que foi revelado o Alcorão, é um mês de jejum que simboliza muitas coisas, entre elas a renovação da fé, maior caridade, mais presença religiosa (acredita-se que as boas ações que o fiel faz no Ramadã tem o dobro de retorno do que em dias que não são do feriado) e obviamente uma mudança estrutural na cidade.

Vou explicar, durante o mês do Ramadã existe o jejum, obrigatório para todos os mulçumanos que chegam na puberdade (o primeiro ano jejuando de um mulçumano significa a passagem para a vida adulta e é um marco) isso significa que as pessoas não comem e bebem durante o dia (entra no jejum também cigarro e bebidas alcoólicas são proibidas até para venda durante o mês), somente comem depois que o sol se põe e antes do sol nascer. Mas durante este período em que é permitido comer existem duas refeições importantes e tradicionais, a Iftar e a Su-Hoor.

A Su-Hoor é antes do sol nascer, ela é considerada como um café da manhã e uma benção enviada por Deus. Hoje em dia nem todos os mulçumanos tornam esta refeição tão tradicional, logo nem todo mundo acorda às 4 da manhã para comer alguma coisa, mas ao mesmo tempo, muitos deles nem dormem, esperam dar 4 horas da manhã acordados mesmo.

O Iftar é o mais tradicional e ele é considerado o “break fast”, não o café da manhã como o outro, prestem atenção neste caso traduzimos mais ao pé da letra, logo Iftar = quebra do jejum. É mais tradicional e mais levado a sério, ocorre no início do crepúsculo e a quebra do jejum é obrigatória (ainda bem mais tempo sem comer e sem beber nada o pessoal morreria desidratado). Foi um pouco confuso no começo ser convidada para o break fast às 18h30, após o pôr-do-sol mas como o Ramadã dura um mês inteiro você acostuma.

Parece fácil imaginar viver assim por um mês, afinal as pessoas que não são mulçumanas não precisam fazer jejum, mas é aconselhado que você não coma, prepare comida, beba ou coisa do tipo na presença dos mulçumanos, deu para entender a indireta né? O mais difícil com certeza é se acostumar aos 29 graus sem poder beber um golinho de água e com o bonde que para onde está para que o motorista e cobradores comam no horário, pelo menos quando isso aconteceu comigo entre uma estação e outra eles me deram um suco… (sim aceitei suco de estranhos e sobrevivi).

O Bonde, só para ilustrar

O Bonde, só para ilustrar

Por outro lado é uma cultura incrível, por um mês os restaurantes mudam os horários, a cidade assume uma outra dinâmica, tudo fica enfeitado, as pessoas ficam mais caridosas, ocorrem muitas doações de comidas para pobres, principalmente porque para aqueles que tem justificativa para não jejuar (grávidas, doentes, mulheres no período de menstruação, etc) tem duas escolhas: Jejuar por 60 dias depois do Ramadã ou alimentar necessitados pelo mesmo período, isso vale para quem quebrar o jejum também.

A cidade fica toda iluminada com as “Ramadan Lights” que chamam aqui de “Fenuci” que são um símbolo principal do Ramadã. Uma das celebrações, a Layat al Kadr, é em homenagem ao profeta Profeta Muhammad, acredita-se que os pedidos feitos durante as horas da celebração, que normalmente ocorrem no 26 para o dia 27 dias do Ramadã, serão atendidos por Deus.

Ramadan Lights

Ramadan Lights

Conversando com alguns mulçumanos e vivenciando este mês descobri algumas coisas interessantes, para eles é como se o Natal durasse um mês (quando o Ramadã acaba, uma das coisas é se comprar roupa nova, normalmente com dinheiro que algum familiar te deu ou com o seu mesmo acho).

O Orgulho das pessoas por esta celebração é bem interessante, porque é um momento em que todos param ao mesmo tempo para fazer a mesma coisa. E isso significa passar um mês jantando com familiares, encontrando amigos e fazendo da refeição algo sagrado. Tive o prazer neste mês de participar de alguns jantares típicos e experimentar comidas próprias e doces feitos especialmente para o Ramadã. Aqui existem muitos cristãos que aprenderam a partilhar um pouco dessa festa. É comum a troca de jantares entre amigos cristão e mulçumanos.

Nossa tentativa de Iftar

Nossa tentativa de Iftar (Em ordem: Agniesza, Lina, eu, Zsófia e Kadi)

E no final para celebrar tudo isso tem a grande festa! O Eid al Fitr é o banquete do término do jejum e ocorre quando a Lua Nova é avistada no Céu, então no início do próximo mês que é o Shawwal, tem um feriado de 3 dias consecutivos com banquetes, mais caridade, trocas de presentes e novas roupas.

De interessante sobre a festa o que descobri é que existe um doce feito especialmente para os três dias, uma espécie de biscoito que tem que ser preparado em conjunto por todas as mulheres da família. Imaginem só a mulherada toda na cozinha, boa coisa não deve sair.

E este é o Ramadã, mais notícias vindas do Nilo em breve!!!

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